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[27.10.06]


A Boa Notícia dessa Semana!

Numa empresa qualquer, no 17° andar...

- Tenho uma notíca pra vocês, todos vão emendar o feriado do dia dois!
- ÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊ !!
- Vai ser compensação de horas, mas ninguém vai poder vir...
- Hã?
- A empresa não vai pagar o dia e as horas vocês nos pagam depois...
- Hã? Não é uma dispensa?
- Não, é compensação de horas...
- Hã? Então posso vir pra não ficar devendo horas?
- Não, todos estão dispensados...
- Hã?


(é por isso que eu bebo...)

por Aline * 9:29 AM
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[24.10.06]


Budapeste

"Todo mundo já ouviu Chico Buarque. Muitas pessoas já viram Chico (não pessoa, mas as peças de teatro e agora no cinema com a adaptação de Benjamim). E algumas pessoas já leram Buarque. Posso dizer, que ler Chico Buarque é fácil, difícil é entendê-lo. e olha que vou falar de Budapeste, o último romance dele, e o único que li. Ele já escreveu outros dois, Benjamim e Estorvo.
Budapeste, no entanto, não têm nenhum teor político. É uma romance de narrativa clara e simples, embora esse não seja o adjetivo mais adequado à Chico Buarque. Mas, como tudo tem exceção, no primeiro capitulo tem algumas passagens truncadas, misturando vários personagens, ainda pouco definidos. Para um leitor desatento, é uma boa oportunidade de perder o rumo ou desistir da leitura. Fora esses detalhes é uma narrativa muito interessante por dois motivos. Primeiro, não trata de nada realmente diferente, a não ser o fato de metade do livro se passar na Hungria. Segundo, apesar de não falar de nada, o livro é muito interessante e prende a atenção do leitor. É como se conversar com um amigo intimo, que conta as suas aventuras e desventuras. E é sempre bom saber de uma fofoca" (Iara Nascimento - http://www.poppycorn.com.br)

Terminei ontem de ler o livro Budapeste, do Chico Buarque. Gostei da maneira como o livro iniciou, todo descritivo, mas deixando muitas coisas por dedução. Em segundo lugar, Chico usa uma maneira muito peculiar de escrita tornando o vocabulário do texto muito rico, eliminando qualquer chance de redundância.
Achei sim que ele se perdeu um pouco no meio, mas não ficou cansativo. É um livro bom de se ler, aqueles que a gente leva na bolsa pra passar um tempo. Gostei de como foi finalizado e como a história que no meio parece caminhas para o marasmo, retoma o ritmo do começo.

Recomendo.

por Aline * 1:28 PM
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[17.10.06]

Horário e Anti-Horário.

Iuqa uotse ue, mes aiédi, mes edadivitairc. Mu ednarg oucáv ed saiédi, mos odnaosser otla soa sodivuo. Moc edatnov ed ri arobme edsed a aroh euq ue ieugehc. Mes muhnen odairef asse anames.

Será que ninguém me entende?

Odnauq áres euq ue uow rarap ed ramalcer? Ot odnecerap amu ahlev etnemamitlu.

Vai ver é por isso que eu tou só.

Etnemlevavorp.

Mas acho que as coisas andam melhorando, e isso pode ser muito bom. Mesmo que eu ainda esteja sozinha.

Zevlat asluva rop oãçpo huahuahuahuahua

Importante é ser feliz.

=D

por Aline * 3:32 PM
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[12.10.06]

Fé, logicamente.

Era uma vez um dia que eu fiquei com medo de estacionar o carro na escola. Parecia mesmo uma besteira, primeiro porque o carro tem seguro. Seguro esse que já foi acionado uma vez por terem roubado carro semelhante na faculdade antiga. Segundo porque eu paro lá todo santo dia, há milhares de carros melhores que o meu. Apesar de que já murcharam o pneu do meu carro uma vez quando parei por ali. Ficamos sabendo que estava havendo uma ¿venda¿ de lugares pra parar o carro, mas isso depois que paramos o carro num lugar que não devíamos e por isso tivemos um dos pneus murchados com uma pedra dentro do pino.
Aí deu o medo, vão murchar os pneus, vão riscar o carro, este lugar é muito escuro, vão me roubar. E toda aquela síndrome do pânico que ataca qualquer um hoje em dia.
Parei o carro, verifiquei se tinha tirado o rádio, as portas estavam fechadas, se a antena estava abaixada, se os pneus estavam inteiros quando vi o folhetinho no chão. Era tipo o anúncio de alguma coisa que eu não sei bem, mas na capa estava lá ela, com seu manto azul. Nossa Senhora.
Eu não sou uma pessoa de fé pra dizer a verdade. Pensando logicamente como sempre, peguei a santinha no chão e coloquei no pára-brisa segura pelo limpador. Logicamente ninguém ia fazer nenhuma malandragem com um carro que tivesse uma santinha no pára-brisa. E assim eu fui para escola mais tranqüila. Quando voltei o papelzinho protetor ainda estava no pára-brisa, estava tudo bem com o carro e comigo. Recolhi a santinha e coloquei na parte de dentro sob o painel e desde então está lá, Nossa Senhora que me protege dos meus medos bobos mesmo eu me negando a acreditar nisso.
Todo mundo que entra no meu carro acha isso um tanto curioso e me perguntam, até mesmo os que têm mania de ¿arrumar o meu carro¿ respeitam o folhetinho. E eu achei que hoje era um dia bom pra contar essa história. =)


por Aline * 8:28 PM
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[4.10.06]


... lá

Não sou mais o que eu era, talvez eu seja o que eu era antes de começar. Perder, ganhar, perder, perder... perder. Só há perdas, e aí, a gente não entende porque tudo isso, ou porque tantas coisas acontecem. Balançam, ou machucam a gente. Coisas que não entendemos porque, e talvez coisas que nem tenham o porquê. Mas acontecimentos e pensamentos se tornam em vão se as ações não são condizentes. Deixa só eu no meu canto, sem mexer muito, sem raciocinar muito. Só eu no meu canto só. Não brinque comigo, pois eu estou de porcelana agora. Espere... espere que essa tormenta passe e espere que as feridas ao menos tenham cascas. Mas espere por favor, espere. Observe meu pranto ao longe, mas não se vá. Sei que é egoísmo, possessividade e todas as outras coisas ruins que há em mim. Mas as coisas boas estão em descanso, num coma induzido.
Só estou só... lá, por trás da vidraça.

Well, a pedidos da Senhorita Ariana. Seis "coisas" que dizem respeito à minha pessoa (Versão do dia 04/10/2006 rs).

1.) Volúvel sim, e daí. Melhor ser alegre que ser triste, mas muitas vezes (ultimamente várias vezes) me sinto deprimida e cansada com as coisas que desaprovo e acontecem. E com várias outras coisas que meu egoísmo me permitir.
2.) Doida e tenho skills que eu mesmo desconheço. Só vou conhecer se for colocada a prova. Pelo menos eu acho.
3.) Tenho necessidade de competir com tudo, todos e comigo mesmo. E me provar cada vez mais quão estúpida essa atitude pode ser às vezes. eheh. Tenho a tal da necessidade de me superar. de abraçar o mundo.
4.) Sou totalmente dependente dos meus amigos e da minha família. Apesar de não querer demonstrar isso na maioria das vezes. Na verdade tem horas que eu quero sair abraçando todas essas pessoas, mas acabo não fazendo isso pra não confirmar a afirmação de ser doida.
5.) Espoleta! Aiaiaiai não aguento mais ficar parada aquiiiiiiiiiiiii... rssss
6.) Mesmo com tudo isso que eu falei, ninguém pode me definir certinho por causa até do item 1. ^^


por Aline * 4:12 PM
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[3.10.06]

Movimentos Vagos

A inércia do meu pranto me corrói
Enquanto me embriago com a rotação sobre meus pés
A pulsação do meu corpo cessa lentamente
Enquanto meus olhos inebriados não observam mais nada

Torpor entre carros e buzinas
Entre barulhos de motor
Agitação entre pés e braços
Lábios e ombros

De lado, do lado e pra lá
Já não sei mais onde sou
De costas pra mim, de mãos ao léu
Apagam-se as luzes, na cabeça reviravolta
O corpo flutua e vai ao chão
Então tudo se acaba.


* Decidi organizar um pouco as coisas por aqui, deixar a vida mais no lugar. Vamos ver quando eu vou mudar de idéia novamente.

por Aline * 9:37 AM
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